Lengalengas

 

 

Atirei o pau ao gato to to
Mas o gato to to
Não morreu eu eu
Dona Chica ca ca
Assustou-se se se
Com o berro, com o berro
Que o gato deu, miau!

Lagarto pintado
Quem te pintou?
Foi uma velha
Que por aqui passou
No tempo da eira
Fazia poeira
Puxa lagarto por essa orelha.

Fazer versos é uma arte
É o que o povo diz
No dia 6 de Outubro vou à caça
Ao coelho, à lebre e à perdiz.
 

 

Fui ao vinagre à laginha
Por ser um homem capaz
Fui num dia e vim no outro
Sem tempo nada se faz.
 
Eu fui-te prender ao vale
Com uma corda bem comprida
Farta-te aí animal
Enche aí bem a barriga.  
Era uma velha muito velha
Mais que a minha avó
Ora o raio da velha
Dançava com uma perna só.

“O Cãozinho e o gatinho”  

O cãozinho bonitinho,
Que brincava com o gatinho.
O gatinho não gostou e miou,
O gatinho disse à dona.
O cão ficou tristinho,
Porque a dona o castigou
.

 

 

“Vamos acabar com a poluição”

  Para acabar com a poluição,
Metam o lixo no vidrão.
Para acabar com a poluição,
Apanhem o lixo do chão.
Para os animais em extinção sobreviverem,
Vamos acabar com a poluição.
Para o planeta sobreviver,
Vamos o lixo vencer!  

“Os animais e a poluição”

Ai, os animais,
a poluição é de mais.
Muita poluição,
Mata os animais do nosso coração.
Os animais e a poluição,
Qual deles vencerão?
Um animal não faz mal
E a poluição faz muito mal.

LENGA DOS DEDOS DA MÃO

Pequenino
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolos
E mata piolhos.

Este diz: quero pão
Este diz: que não há
Este diz: que Deus o dará
Este diz: que furtará

Este diz: alto lá!

 

Um dia o boi, o burro, o besouro,
O borrego, o búfalo e a borboleta
Repararam que os seus nomes Começavam todos  por b.
Disseram ao mesmo tempo:
Que bonito !
O bacalhau, o berbigão, o besugo
E o búzio, lá no mar,
Repararam que os seus nomes
Também começavam por b
E disseram todos assim :
Que bonito !
Veio logo uma baleia de longe,
A gritar : esperem,
Esperem ai por mim !
Procissão de pelúcia
Aonde é que vai o praça que passa de peliça
com pressa,
na praça
ia por uma compressa
depressa
no rei da Prússia?
Mas o praça não sabe o preço
Para ir à praça
À Prússia .
E não há Prússia 

 

 
Nem praça
Nem peliça
Nem compressa
Nem praça
Nem preço
Nem pressa...
Há uma procissão
Que passa na praça
Só com preces
De pelúcia...  
O doce perguntou ao doce
quanto doce o doce tem.
O doce respondeu ao doce
que o doce tem tanto doce
quanto o doce, doce tem.  

A velha Maricutelha

Era uma vez uma velha Maricutelha ferrunfufelha
Ferrou-lhe uma mosca
Maricutosca ferrunfufosca
E foi-se queixar ao juiz
Maricutiz furrunfufiz

  E o juiz maricutiz ferrunfufiz
Disse à velha
Maricutelha ferrunfufelha
Quando visse uma mosca
Maricotosca ferrunfufosca
Lhe desse com a moca
Maricutoca ferrunfufoca

  E a velha
Maricutelha ferrunfufelha
Ao ver uma mosca
Maricutosca furrunfufosca
Na careca
Maricuteca ferrunfufeca
Do juiz
Maricutiz ferrunfunfiz
Deu-lhe com a moca
Maricutoca furrunfufoca 

Tranglomango

Minha mãe teve dez filhos
Todos dez dentro de um pote
Deu o tranglomanglo neles, e não ficaram senão nove. Desses nove que ficaram Foram amassar biscoito:
Deu o tranglomanglo neles, Não ficaram senão oito
Desses oito que ficaram
Foram pentear um tapete:
Deu o tranglomanglo neles, Não ficaram senão Sete.
Desses sete que ficaram Foram espreitar os reis:
Deu o tranglomanglo neles,
Não ficaram senão seis.
Desses sete que ficaram Foram espreitar os reis:
Deu o tranglomanglo neles,
Não ficaram senão seis.
Desses seis que ficaram Foram matar um rês:
Deu o tranglomanglo neles,
Não ficaram senão três.
Desses três que ficaram Foram dar comida aos bois:
Deu o tranglomango neles,
Não ficaram senão dois.
Desses dois que ficaram Foram matar um peru: 
 
Deu o tranglomango neles, E não ficou senão um.
E esse um que ficou
Foi ver amassar o pão:
Deu o tranglomanglo nele,
E acabou-se a geração. 

 

Sola sapato

  Sola sapato
Rei rainha
Foi ao mar
Pescar sardinha
Para o filho
Do juiz
Que está preso
Pelo nariz
Salta a pulga
Na balança
Dá um pulo
Vai p`ra França
Os cavalos a correr
As meninas a aprender
A mais bonita de todas
Comigo se há-de esconder

João Calatrão

João
Calatrão
Pernas de cão

Orelhas de gato
Fugiu p`ro buraco.
João
Calatrão
Cara de burro
Focinho de cão
Come a sardinha
E deixa o pão.

José
Carramé
Bota os gatos
À maré
Enfiados numa linha
P’ra tocar à campaínha.

José
Fragaté
Teu pai é de Angola
Tua mãe da Guiné.  

Acudi sapateiros
Ao largo da Sé
Com formas e buchas 
E seu tira-pé
Para fazer as botas
 
   Ao nosso José
.  

Senhor. P. Francisco

Sr. Padre Francisco
Que diabo queres tu?
Que diabo queres tu?
Está ali uma viuvinha
Diz que se quer confessar
Manda-a embora 
Manda-a embora
Que eu não estou para a aturar.

Sr. Padre Francisco
Que diabo queres tu?
Que diabo queres tu?
Está ali uma solteirinha
Diz que se quer confessar
Manda-a embora 
Manda-a embora
Que eu não estou para a aturar.

Sr. Padre Francisco
Que diabo queres tu?
Que diabo queres tu?
Está ali uma casadinha
Diz que se quer confessar.
Manda-a embora
Manda-a embora
Que eu já estou para aturar.
 

A bola
Rolou
Saltou.
No vidro
Caiu
Partiu.
O rapazito
Chorou
Gritou.
A educadora

Viu
Ouviu
Depois falou:
- Não faz mal,
aconteceu.
O vidro quebrado
Será arranjado.
E assim ficou
Tudo concertado.

O vento pergunta ao tempo
quanto tempo o vento tem.
O tempo responde ao vento
que o vento tem tanto tempo
quanto tempo o vento tem.
O vento, tem tempo.  

A bola é redonda
Em cima duma pomba
A pomba é branca
Em cima duma tranca
A tranca é de pau
Berim-bin-bau.  

 

Franganote
queria casar
Com a franga
Que viu passar.
O pai galo
Não deixou
Franganote
Não gostou.
Zangado, zangado
Passou o dia deitado
À noite para terminar,
Franganote
Fez uma birra
E começou a voar.
Ao sair da capoeira
Acordou a família inteira.

Três ratinhos
Nos sofás
A beberem
O seu chá.
A primeira ratinha
Uma chávena bebeu.
-   Já está!
A segunda ratinha
Duas chávenas bebeu.
-    Que bom está o chá!
A terceira ratinha
Bebeu e gostou
Gostou e bebeu
Bebeu e gostou
Gostou e bebeu
De tanto gostar
Acabou por rebentar.

 

Truz! Truz!

Truz! Truz!
Quem bateu?
Uma coisa
Caída do céu.
É fofinha
Branca e leve?
Foi a neve
Foi a neve.

Da minha janela
Vejo a Lua.
Da minha janela
Vejo a rua.
Da minha janela
Vejo o jardim
Lá está o Joaquim

Sentado com a irmã
A comer uma maçã.

Está a chover e a nevar
E a raposa no lagar
A fazer as camisinhas
P`ra amanhã se casar.
Está a chover e a nevar,
E a raposa no quintal
A apanhar laranjas
Para o dia de Natal.

Arre burro para Azeitão
Carregado de feijão
Para o senhor capitão.
O senhor capitão não está,
Está a bordo de um navio
Dá-lhe o vento dá-lhe o frio,
Corropio pio pio
Corropio pio pio!

Era uma vez,
Um gato sapato,
Bigodes de palha,
Cabeça de rato.

 

Que eco há aqui? Que eco é?
É o eco que há cá!
O quê? Há eco aqui?
Há cá eco, há.

 

Peru velho
Quer casar
Mas menina bonita
Não há-de encontrar!
Glu, glu, glu...

Sape gato lambareiro,
Tira a mão do açucareiro.
Tira a mão, tira o pé,
Do açúcar, do café.

Réu-réu
Vai para o céu
Buscar o meu chapéu
Se for novo
Trá-lo cá  

Se for velho
Deixa-o lá.

Eu cantarolarei,
Tu cantarolarás,
Ele cantarolará,
Nós cantarolaremos
Vós cantarolareis
Eles cantarolarão.

Pico, pico, saranico,
Quem te deu tamanho bico?
Foi o filho do Luís,
Que está preso pelo nariz.
Salta a pulga da balança,
Dá um berro até à França.
Os cavalos a correr,
As meninas a aprender,
Qual será a mais bonita

Que se irá esconder?

Cá-que-rá-cá
Põe-te na pá

Faz um bolinho

Para o Joãozinho
Que anda na arada
Sem comer nada
Senão rabinho
De uma sardinha
Que lhe deu

Sua madrinha.

 

Caracol, caracolinho
Sai de dentro do moinho
Mostra a ponta do focinho.

Vale mais sê-lo que parecê-lo,
Mas não parecê-lo e não sê-lo,
Vale mais não parecê-lo.

Portas prega Pedro Bravo
E sermão o padre Prado.

Uma cabra carga trapos,
Outra cabra trapos carga.

Sola, sapato
Rei, rainha
Vão ao mar
Buscar sardinha
Para o filho do juiz
Que está preso pelo nariz
À porta do chafariz
Os cavalos a correr
As meninas a aprender
Qual será a mais bonita
Que se há-de esconder?

Arre burrinho para S. Martinho
Carregadinho de pão e vinho.
Arre burro de Monção
Carregado de requeijão.
Arre burro de Loulé
Carregado de água-pé.
Arre burrinho,
Arre burrinho
Sardinha assada
Com pão e vinho.

Tia Anica Marreca
Traga-me uma roca
P`rá minha boneca
Que ela é careca
Tem um pé de pau
Quando vai p`ra cama
Faz trau tau tau.

 

Eu tenho um cãozinho
Chamado Totó
Varre-me a casa
Limpa-me o pó
A dona da casa
Chama-se Inês
E o número da porta
É o trinta e três.

Ó senhora lavadeira
Já matou o seu porquinho?
Traga cá uma talhada
Do rabo até ao focinho
Aqui estou à sua porta
Sentada numa cortiça
Não me vou daqui embora
Sem me dar uma linguiça.  

Sapateiro
Remendeiro
Come carne
De carneiro
Lavadinha e guisada
Come tudo

À colherada
.

Disse você ou não disse
O que disse que você disse?
Porque se você disse
O que não disse que você disse,
Que disse você?

Tu me enganas,
Eu te entendo
Mas tu não entendes
Que eu entendo
Que me estás a enganar.

 

O rato roeu a rolha da garrafa
do rei da Rússia.

Lé com lé, cré com cré.

Pia, pia, pia,
O mocho
Que pertencia
A um coxo.
Zangou-se um coxo,
Um dia,
E meteu o mocho
Na pia, pia, pia.

O porquinho foi à feira
Sem ter nada para comprar.
Comprou uma cadeirinha
Para a irmã se sentar.
A irmã se sentou,
A cadeira rebentou.
O porquinho ficou triste
Com o dinheiro que gastou.
Andando Fernando lavrando,
Vieram-lhe dizer que o seu pai
ia ao Porto.
Que havia o moço de fazer?
Deitou o boi às costas e pôs-se
o arado a comer.
Quis saltar um valado
e saltou  um arado.
Se não era o cão
mordia-lhe um cajado.
Entrou numa horta
e viu um pessegueiro,
carregado de maçãs, umas podres,
outras sãs.
Saltou-lhe em cima
e tirou-lhe avelãs.
 
Dão badalão, cabeça de cão,
Orelhas de gato, não tem coração.
Dão badalão, cabeça de cão,
Cozido e assado no caldeirão.
Dão badalão, morreu o Simão,
Na terra dos mouros Sr. Capitão.
Dlim, dlão, dlim, dlim, dlão!
Vai casar o João Ratão,
Os dois sinos tocarão:
Dlim, dlão, dlim, dlim, dlão.
Toca, toca o sacristão,
Toca, toca o sinão:
Dlim, dlão, dlim, dlim, dlão.
Vai casar o João Ratão
No dia de S. João.  

Olha além um rato,
Um olho aqui outro no mato.
Olha além um gato,
Um olho aqui outro no rato.
Olha além um Papa,
Com uma pedra no sapato.
Salta sapato,
Salta gato,
Salta rato,
Para o meio do mato
Que ninguém o papa.
Pirilipapo, pirilipapa, pirilipapo.

Tenho um colarinho
Muito bem encolarinhado.
Foi o colarinhador
Que me encolarinhou
Este colarinho.
Vê se és capaz
De encolarinhar
Tão bem encolarinhado
Como o colarinhador
Que me encolarinhou
Este colarinho.

O que está na varanda?
Uma fita de ganga.
O que está na panela?
Uma fita amarela.
O que está no poço?
Uma casca de tremoço.
O que está no telhado?
Um gato malhado.
O que está na chaminé?
Uma caixa de rapé.
O que está na rua?
Uma espada nua.
O que está atrás da porta?
Uma vara torta.
O que está no ninho?
Um passarinho.
Deixa-o no morna
Dá-lhe pãozinho.

Amanhã é Domingo
Pão com pingo
Galo francês
Pica na rês
A rês é mansa
Vai para França
Mas, se ela voltar
Torna a picar.
A burra é de barro
Pica no jarro
O jarro é fino

Pica no sino;
O sino é de ouro
Pica no touro
O touro é bravo
Pica no fidalgo
O fidalgo é valente
Mete três homens
Na cova de um dente.

Sopa, linho, mã
Cascas de romã.
Lá vai uma,
Lá vão duas,
Três pombinhas a voar,
Uma é minha,
Outra é tua, outra é de quem apanhar
A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer as camas,
Diz assim para o patrão:
- Sete e sete são catorze,
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
Mas não gosto de nenhum.
 
-  Bichinho gato, que comes tu?
-  Sopinhas de leite.
- Guardaste-me delas?
-   Guardei, guardei.
-  Onde as puseste?
-  Atrás da arca.
-  Com que as tapaste?
-  Com o rabo da gata.
Sape, sape, sape gato
Sape, sape, sape gata.  

 

Dedo mindinho quer pão
O vizinho diz que não
O pai diz que dará;
Este que furtará
E este diz: Alto lá.

Era uma velha
Que andava a varrer
Com a lata no rabo
Quanto mais a velha varria
Mais a lata no rabo batia.

Tenho uma rosa
No meu coração
Tenho um cravo
No meu peito
Tenho uma tulipa
No meu bolso
Tenho um malmequer
Na minha mão
Com o qual vou fazer
O bem me quer

E o mal me quer.

Tenho um macaco
Dentro de um saco,
Não sei que lhe faça,
Não sei que lhe diga.
Dou-lhe um pau diz que é mau,
Dou-lhe um osso
Diz que é grosso,
Dou-lhe chouriço,
Isso, isso.

Tenho três cães
No meu quintal
Tenho três ovelhas
Na minha quinta
Tenho três cavalos
Na minha herdade
São estes os meus animais

Debaixo daquela pipa
Está uma pita.
Pinga a pita,
Pia a pita,
Pia a pita,
Pinga a pipa.

 

A Graça disse à Graça uma graça
E a Graça achou muita graça.

Padre Pedro pinta pregos,
Padre Pedro prega pregos

Num ninho de nafafafos
Há sete nafafafinhos.
Quando a nafafafa sai
Ficam os nafafafos sozinhos.

Paulino sem pau é Lino
Paulino sem Lino é pau,
Tirando o pau ao Paulino
Fica o Paulino sem pau.

Chove chuvisca
Água mourisca
Filha de rei
Maria Francisca
Rei, rainha
Carlota Joaquina
Fidalgo ladrão
Menina bonita
Do meu coração.

Uma gata preta
Prendeu a perna
Na porta do prédio.
Veio a prima da praça
E viu a prima preta
Com a perna presa.
Foi desprendê-la
E ficaram as duas presas
Na porta do prédio.

 

Fui comprar bolas ao senhor Bolas
E o senhor Bolas não tinha bolas.
Ora bolas para o senhor Bolas.

A chover, a nevar, a raposa no lagar
A fazer os caracóis
P`ra amanhã se casar

A carriça deu um berro
Toda a gente se assustou
Só um menino escapou
Dentro de um chinelo velho!

Lá em cima está um gato
A fazer miau, miau, miau
Sape o gato vai-te embora
Não comas o carapau.

Era o sino grande,
Dão badalão, dão badalão.
Era o do meio-dia,
Dim badalim, dim badalim.
As duas sinetas em repicaria,
Dlim dlão, dlim dlão, dlim dlão.

Um, dois, três, quatro,
A galinha mais o pato,
Fugiram da capoeira.
Foi atrás a cozinheira,
Que lhes deu com o sapato,
Um, dois, três, quatro.

Pela praia fora vai o menino Zé,
Com uma mão na cabeça
E outra no pé.
Pela areia acima vai uma formiga,
Com uma mão na testa
E outra na barriga.

Percebeste?
Se não percebeste,
Faz que percebeste
Para que eu perceba
Que tu percebeste.
Percebeste?

 

A pia perto do pinto,
O pinto perto da pia.
Quanto mais a pia pinga
Mais o pinto pia.
A pia pinga,
O pinto pia,
Pinga a pia,
Pia o pinto,
O pinto perto da pia,
A pia perto do pinto.

Pico, pico saranico,
Quem te deu tamanho bico?
Foi a filha da rainha
Que está presa na cozinha.
Salta a pulga na balança
Dá um pulo vai pra França.
As meninas a correr
As meninas a aprender
A mais bonita de todas

Comigo se há-de esconder.

Dou-te um soco, desnarizo-te,
Tu desnarizas-me a mim.
Qual será o melhor desnarizador?

 

Se o banco tem três pés é uma tripeça, não trope nos pés a tripeça de três pés?

 
Tão- balalão
Soldado ladrão,
Menina bonita
Não tem coração.
Tão-balalão
Senhor capitão,
Espada na cinta
Sineta na mão.
Tão-balalão
Cabeça de cão,
Orelhas de gato,
Não tem coração.
Tão-balalão,
Cabeça de cão,
Cozida e assada
No meu caldeirão.
Tão-balalão,
Senhor capitão
Orelha de porco
P`ra comer com feijão.

O S. João já vem perto.
Vem lá acima ao convento.
Vem dizer às caxopas:
“Casai-vos que já é tempo!”
Esta rua tem pedrinhas,
Esta rua pedras tem,
Das pedras não quero nada,
Mas da rua quero alguém.
No meu jardim plantei uma semente,
Que um dia te vou dar,
Um botãozinho de rosa
Que ao meu amor vou dar.
O pinheiro dos olivais
É o rei do carvalhal,
Se alguém quer subir ao alto,
Há que o pedir,
Porque quem manda nele.
É S. João que há- de vir.

Voa, voa joaninha
Que o teu pai está em Lisboa
Com um caldinho de galinha
Para dar à joaninha.
Voa, voa joaninha,
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
Para comer que mais não tinha.

 

Sapateiro
Remendeiro
Come tripas
De carneiro.
Bem lavadas
Mal lavadas
Tudo vai
Para o pandeiro.

A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim para o patrão:
Sete e sete são catorze,
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.

Ó pavão, lindo pavão,
Que lindas penas o pavão tem.

 

Rei, capitão
Soldado, ladrão.
Menina bonita
Do meu coração.
Tão, baladão,
Cabeça de cão.
Orelha de burro,
Sabe a leitão.

Ana Barrana
Chocalho de cana
Esconde a boneca
Debaixo da cama.
Ana Badana
Boca de cana
Fita vermelha
Rabo de ovelha.

No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada.
No comboio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E outros a dar-lhe trela.

O Fialho foi ao talho
Procurar trabalho
Pelo atalho
Viu um espantalho
Do carvalho
Em vez de um bugalho
Caiu um alho
E o Fialho ficou paspalho.

Pipa roxa
Pipa coxa
Foi ao mar
E se afundou.
Veio o peixe
Lá do fundo
E na pipa se empinou.

Rei, rainha, pombo, pombinha,
Onde está o bocadinho de toucinho,
Que estava aqui?
O rato levou-o,
Foi por aqui, por aqui, por aqui.

 

 

Olha a cabra, cabriola
Sobe os degraus,
Vai à porta,
Toca a campainha,
Sobe à janela,
Trepa ao telhado,
Vai às ervilhas
E puxa por elas.

Josefa vem
Josefa vai
Vem cá, vem ver
O meu balão no ar
(dizer várias vezes seguidas, aumentando a velocidade e acompanhar sempre com mímica)

Na rua das rosas vai um carro à riba
Carregado de folhas, garrafas e rosas

Estes nabos amarujam,
Eles amarujarão.

Esta burra torta trota,
Trota, trota a burra torta,
Trinca a murta, a murta brota,
Brota a murta ao pé da porta.

O rato rói a serralha,
O raio do rato roía;
A Rita Rosa Ramalha
Do raio do rato se ria.

Fernandinho vai ao vinho
Parte o copo no caminho
Ai do copo, ai do vinho
Coitadinho do Fernandinho.

Fui à escola politécnica
Aprender a politecnicar;
Estava lá o politécnico,
Não aprendi a politecnicar.

Enquanto a pega
Papa a fava
Porque não papa
A fava a pega?

Fui a Belas para ver as velas,
Mas em Belas velas não vi;
Porque as velas que para Belas
Eram as velas que iam daqui.
- Ó pá, já casaste pá?
-         Eu não, pá, e tu?
-         Eu já, pá.
-  Com quem pá?
- Com a Maria, pá, filha do Zé pá!
-  Oh pá, tanto pá.

Moço, meu moço,
Leva os bois ao lameiro,
Os sapatos ao sapateiro
Que tos sole e sobressole
E que tos torna a sobressolar
Que ele bom sobressolador será.

 

 

-    Ó compadre como passou a tarde de ontem à tarde?

-         Deixe-me lá, meu compadre, que a tarde de ontem à tarde foi para mim tamanha tarde que há-de ser tarde e bem tarde que eu venha cá outra tarde como a tarde de ontem à tarde.

-         Ó menina deste casal, diga-me se mora aqui o padre Pedro Pires Pisco Pascoal?
Não sei qual é esse padre Pedro Pires Pisco Pascoal, porque aqui nestes casais há três padres Pedros Pires Piscos Pascoais.

O que é que há cá?
É o eco que há cá.
Há cá eco?
Há cá eco, há.

Se a liga me ligasse,
Eu ligava à liga.
Mas com a liga não me liga
Eu também não ligo à liga.

Está o céu estrelado?
Quem o estrelaria?
O homem que o estrelou,
Grande estrelador seria.

Se o papa papasse papa,
Se o papa papasse pão,
O papa tudo papava,
Seria o papa papão.

Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá;
Quem não disser três vezes (sem se enganar)
Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá,
Por este copo não beberá.

O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto o tempo o tempo tem.

A história é uma sucessão sucessiva dos sucessos que sucedem sucessivamente.

Ó compadre, merca pouca cabra parda, que quem pouca cabra parda merca pouca cabra parda paga.

Um homem desnarigado
quem o desnarigaria?

A bomba dos bombeiros voluntários é boa, bonita e barata e trabalha bem.

 

Num prato de trigo tragam três tigres

Se cá nevasse fazia-se cá ski.

Pardal pardo, porque palras?
Palro sempre e palrarei
Porque sou o pardal pardo
E palrador del- rei.

Um senhor que tinha tinha
Pediu a outro que não tinha tinha
Que lhe tirasse a tinha;
Dava-lhe tudo o que tinha.

  Esta casa está ladrilhada.
Quem a desladrilhará?
O desladrilhador
Que desladrilhar
Bom desladrilhador será.


Se o arcebispo de Constantinopla
Se quisesse desarcebispoconstantinoplizar quem o desarcebispocontantinoplizaria?

Pedro Paulo Pacheco Pereira,
Pobre pintor português pede

Passagem para passar para Portugal

 

 

Mário Mora foi a Mora Com intenção de vir embora,
Mas como em Mora demora,
Diz um amigo de Mora:
-         Está cá o Mora?
-         Está, está cá o Mora.
-         Então agora o Mora mora cá?
-         Mora , mora.

Tenho uma capa bilrada, chilrada, galripatalhada;
Mandei-a ao senhor bilrador,
chilrado,
galripatalhador;
Que ma bilrasse, chilrasse, galripatalhasse, que eu lhe pagaria bilraduras, chilraduras, palripatalhaduras.

 

Porque é que o pisco empisca a pisca
E a pisca não empisca o pisco?